Brasil perde 1,5 milhão de postos de trabalho no 1º trimestre, (Fonte IBGE)
O mercado já perdeu 408 mil vagas de carteira assinada em relação ao quarto trimestre de 2017, descendo ao menor patamar da história
(Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas/Divulgação)
Rio – O País já perdeu 1,528 milhão de postos de trabalho em apenas um trimestre, e ao mesmo tempo em que mais 1,379 milhão de pessoas migraram para o desemprego
Outras 233 mil pessoas aderiram à população inativa no primeiro trimestre de 2018. Os dados é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo (IBGE).
No primeiro trimestre, o mercado de trabalho perdeu 408 mil vagas de carteira assinada em comparação ao quarto trimestre do ano de 2017, descendo ao menor patamar da série histórica da pesquisa, que teve inicio no ano de 2012.
O contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado diminuiu em 402 mil pessoas, e outros 248 mil pessoas deixaram o trabalho por conta própria. O setor público teve baixa de 255 mil postos de trabalho em somente um trimestre. O emprego como trabalhador doméstico caiu em 167 mil pessoas.
De acordo com o IBGE, o Brasil tinha 13,689 milhões de pessoas procurando emprego no primeiro trimestre deste ano. Apesar do patamar alto de desemprego, houve melhora em comparação do ano de 2017, segundo dados da Pnad Contínua agora divulgada.
Há menos 487 mil desempregados em comparação com 2017, o equivalente a um recuo de 3,4%. O total de trabalho cresceu 1,8% no período de um ano, o equivalente à criação de 1,634 milhão de postos de trabalho. O contingente de inativos aumentou 0,7%, 455 mil pessoas a mais nessa condição.
Como consequência, a taxa de desemprego passou de 13,7% no trimestre até março de 2017 para 13,1% no trimestre encerrado em março de 2018.
O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas com trabalho na população em idade de trabalhar, foi estimado em 53,6% no primeiro trimestre deste ano.
Carteira assinada
O mercado de trabalho perdeu 493 mil vagas de carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado diminuiu 1,5% no primeiro trimestre de 2018 ante o quarto trimestre de 2017.
O total de vagas formais no setor privado no País caiu a 32,913 milhões de postos, o montante mais baixo de toda a série histórica que começou em 2012.
Já o emprego sem carteira assinada no setor privado teve um aumento de 5,2% em apenas um ano, com 533 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 5,7% antes o primeiro trimestre de 2017, com 234 mil pessoas a mais.
O trabalho por conta própria cresceu 3,8% no período, com 839 mil pessoas a mais. A condição de trabalhador familiar auxiliar aumentou 1,4%, com 31 mil ocupados a mais. O setor público gerou 345 mil vagas, um avanço de 3,2% na ocupação.



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